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Assassinos de Reputações

Por Carlos Mendes "Martini"   /     nov 06, 2017  /     Orwellianamente, Política e Economia  /  

Ontem eu fiz um post sobre o Pensamento Coletivista, aquele pensamento que despersonaliza o indivíduo rebaixando-o ao status de simples ruminante das ideias alheias. Em certo ponto do meu texto, eu escrevi:

E todo aquele que não pensa como “a classe”, que destoa da manada, passa a ser um incômodo, um ser nocivo que precisa ser silenciado porque suas opiniões estão contra a “verdade” do coletivo.

Hoje uma das empresas junto as quais eu trabalho me informou que recebeu um e-mail de uma pessoa me acusando de “denegrir a imagem da empresa por divulgar inúmeras publicações com discurso de ódio”, “não respeitar a identidade das pessoas” e ter um perfil “com bastante preconceito divulgado não somente às mulheres, mas a outras classes minoritárias”.

Por fim, a pessoa ameaçou:

“Não gostaríamos que a empresa sofresse um possível boicote ou uma ‘chuva’ de desqualificações em sua pagina”

Para a minha sorte, eu não sou celetista. Eu trabalho para várias empresas como PJ. Mas e se fosse? Agora poderia estar em maus lençóis.

E quanto às acusações feitas contra mim? Pois bem, vamos lá.

“Discurso de ódio” – A Wikipedia nos diz que “Discurso de ódio (tradução do inglês: hate speech) ou incitamento ao ódio (tradução do sueco: hets mot folkgrupp) é, de forma genérica, qualquer ato de comunicação que inferiorize ou incite contra uma pessoa ou grupo, tendo por base características como raça, gênero, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual ou outro aspecto passível de discriminação.”

Eu andei revisando vários textos meus e não consigo encontrar nada “que inferiorize ou incite contra uma pessoa ou grupo, tendo por base características como raça, gênero, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual ou outro aspecto passível de discriminação”. Aliás, a pessoa me acusa, inclusive, de preconceito “não somente [às mulheres], mas a outras classes minoritárias”. Fico me perguntando quais seriam essas “classes minoritárias” e onde exatamente ela viu esse “preconceito”. Ainda mais levando-se em conta, sendo gay, que eu mesmo pertenço ao que eles consideram uma “classe minoritária”.

Talvez essa pessoa esteja precisando urgentemente de aulas de interpretação de texto.

Quanto a “não respeitar a identidade das pessoas”, eu já fiz muitos posts mostrando comentários absurdos de outras pessoas. Em alguns, como no caso do comentário que deu origem ao texto sobre o Pensamento Coletivista, eu apago o nome da pessoa. Em outros, eu não apago. Mas é fato que em todos os casos, são comentários feitos em posts públicos — e, sendo assim, a própria pessoa se expôs ao fazer seu comentário.

Aliás, recentemente vimos que a própria justiça concorda que não adianta reclamar depois de postar algo publicamente:

Em 2016 a Thais Godoy Azevedo acompanhava o pai, que então se preparava para uma cirurgia gravíssima, quando foi citada…

Posted by Rafael Rosset on Monday, October 16, 2017

O trecho mais interessante do texto:

Uma militante feminista queria R$ 30.000,00 e o fim da página Moça, não sou obrigada a ser feminista. A Thais me ligou e eu assumi, com muito prazer, a defesa dela.

Em resumo, a feminista estava indignada porque alguém tirou um print de um post dela e compartilhou na página “Moça”, o que gerou uma série de comentários jocosos e depreciativos. Ela aparentemente queria o direito de falar e não ser contestada, de opinar e ser sempre aplaudida, nunca criticada. O detalhe é que ela alegou violação de privacidade, mas o post dela era PÚBLICO.

A sentença saiu essa semana, e o o resultado está aqui: https://www.facebook.com/forafeminismo3/posts/1997936590465114.

Pois é…

E mais uma vez os esquerdistas provam que estamos corretos: para eles vale fazer QUALQUER COISA para calar uma pessoa que pensa diferente, até mesmo mentir descaradamente, até ameaçar seu suposto empregador para tentar fazê-la ser demitida. É o famoso assassinato de reputações, termo cunhado pelo Romeu Tuma Júnior, que já nos mostrou, em seu livro Assassinato de Reputações, tudo que os esquerdistas são capazes de fazer para destruir todos aqueles que cruzam seu caminho.

E a liberdade de expressão que eles afirmam defender? Só vale se o que você escrever estiver de acordo com a cartilha deles. E as minorias? Mulheres? Só valem algo se forem feministas. Negros? Se forem de esquerda tudo bem, senão são “capitães do mato”. E os gays? Só merecem proteção se forem de esquerda também, senão são gays com “homofobia internalizada”.

Urge cada vez mais continuar divulgando a verdade sobre essas pessoas, desmascarando-as e mostrando a todos o quanto eles são autoritários, fascistóides e inescrupulosos.

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Carlos Mendes "Martini"

Carlos Mendes "Martini" é Gestor da Tecnologia da Informação pelo Centro Universitário Newton Paiva e trabalha com consultoria e serviços de Tecnologia para empresas, em especial nas áreas de comércio eletrônico, construção civil e varejo de materiais de construção.
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Sobre Carlos Mendes "Martini"

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