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Homofobia: a verdade e a histeria

Por Carlos Mendes "Martini"   /     nov 13, 2014  /     Além disso...  /  

Saiu no Estadão:

Casal gay é espancado em trem da linha 1-Azul do Metrô de São Paulo
O metroviário Danilo Ferreira Putinato, de 21 anos, e o bancário Raphael Almeida Martins de Oliveira, de 20, foram agredidos com socos e chutes no percurso entre as Estações Tiradentes e Luz, no sentido Jabaquara, e expulsos a pontapés da composição pelo grupo, após se negarem a sair espontaneamente.
Fonte: http://ow.ly/EcM3W

E também no G1.com:

Casal gay diz ter sido agredido dentro de linha do Metrô de São Paulo
Raphael namora Danilo Putinato, de 21 anos, que é funcionário do Metrô. “A gente não quis sair e eles fecharam uma roda na gente e começaram a chutar. Um deles se pendurou na barra de segurança e acertou um chute no meu nariz. Quebrou o meu nariz e eu vou ter que fazer cirurgia para colocar no lugar”, lamentou Raphael. O casal, após as agressões, decidiu deixar o vagão na estação da Luz.
Fonte: http://ow.ly/EcSZl

Antes de mais nada: não vou entrar na discussão inglória sobre o beijo em público porque há aqueles que acham normal um casal homo se beijando, há os que acham um absurdo e há aqueles que não acham legal nem mesmo casais heteros se beijando em público. Ou seja, é o tipo de questão que apenas muita discussão aberta e muito tempo podem resolver, criando algum tipo de consenso.

Ou não. C’est la vie.

Mas voltando: ISSO é homofobia, pessoas que agridem outras pessoas apenas por elas serem gays. Mas quando um pastor fala contra a homossexualidade numa igreja, isso não é homofobia, é liberdade de credo e de expressão. São garantias constitucionais, para quem não sabe.

Não, eu não concordo com os pastores que tratam gays como inimigos, ou com ar de superioridade, ou de nojo, ou de reprovação permanente. Não concordo porque não foi isso que Jesus ensinou aos homens, mas isso é uma questão que navega entre a fé, a ética e a boa educação. Isso NÃO tem nada a ver com leis e eu NÃO quero leis que obriguem os pastores e padres a me tratarem bem assim como não quero leis que me obriguem a engolir discurso socialista como se fosse algo mais do que pura idiotice. O respeito aos outros é uma questão de educação, de civilidade. Em tempo: eu respeito OS OUTROS. Mas eu me reservo o direito (mais uma vez garantido, constitucional) de atacar IDEIAS nefastas com unhas e dentes. “Ah, Carlos, mas eu já te vi xingando o fulano, que é socialista”. Sim. Mas eu xingo como aquele que xinga o torcedor do time adversário, no calor do momento, na emoção da partida. No dia-a-dia e não estando no meio de uma discussão a respeito de sua ideologia macabra, eu sempre tratarei qualquer socialista com respeito.

Seja como for, existe uma diferença abissal entre não gostar de ver um casal se beijando e espancar esse casal pelo fato de eles estarem se beijando. Apenas um psicopata, um sociopata ou algum outro tipo de degenerado — como deve ser o caso dessa gente — não conseguiria perceber isso.

Ora, quando uma sociedade “avança para trás” como a nossa, tratando bandidos como pobres vítimas da sociedade, corruptos como heróis do povo, grupos terroristas como movimentos sociais, vândalos como manifestantes; e por outro lado trata policiais como inimigos, médicos como exploradores, religiosos como fascistas e a própria classe média como merecedora do nosso ódio (alô, Marinela Chiauí!), não se pode esperar que as pessoas respeitem umas às outras.

É preciso reverter esse quadro de decadência moral de nossa sociedade para que ela evolua rumo à civilização — e não regrida rumo à barbárie, como está acontecendo agora. E isso não se faz com leis, isso se faz mudando as cabeças das pessoas. Chega dessa exaltação de tudo que é marginal e imoral. Chega da exaltação do banditismo porque bandido não é revolucionário, é bandido. Chega dessa relativização do certo e do errado. Chega da violência justificada como se manifestação democrática fosse. Chega dessa coletivização de tudo, até mesmo da culpa: chega de colocar a culpa de tudo na “sociedade”, pois cada um é responsável pelos seus atos. Chega de negar o indivíduo para exaltar apenas o coletivo, como se o coletivo não fosse feito de indivíduos pensantes.

Chega, enfim — e parafraseando Nelson Rodrigues –, desse gramscismo pernicioso, venenoso, difuso, volatizado, atmosférico nos cercando por toda parte e nos asfixiando.

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Carlos Mendes "Martini"

Carlos Mendes "Martini" é Gestor da Tecnologia da Informação pelo Centro Universitário Newton Paiva e trabalha com consultoria e serviços de Tecnologia para empresas, em especial nas áreas de comércio eletrônico, construção civil e varejo de materiais de construção.
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