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Meritocracia: talvez você tenha entendido isso errado. Ou: Meritocracia for dummies.

Por Carlos Mendes "Martini"   /     maio 13, 2015  /     Política e Economia  /  

Já aviso: o texto é bem grande, maior que a média. Mas o assunto merece e acredito que está agradável de ler.

Não importa quanto tempo passa, quantos artigos pela Internet se escreve sobre isso e quanto se conversa a respeito, continua sendo aterradora a quantidade de pessoas que simplesmente não conseguem compreender o que é a meritocracia. Via de regra, entendem-na como sendo uma fórmula alquímica, mágica, segundo a qual basta trabalhar muito e dar muito duro para ficar rico.

É óbvio que isso soa tremendamente mentiroso porque é mentiroso. Não é isso que é a meritocracia.

Como às vezes eu tenho a impressão que a dificuldade que algumas pessoas tem para compreender a meritocracia é relacionada à forma errada como o assunto é abordado, eu vou tentar dar minha contribuição explicando o conceito da forma mais didática que eu puder.

Se eu trabalhar muito ficarei rico? Que mágica é essa???

Claro que não, sua besta! Leia o texto!

Claro que não! Eike Batista foi uma tentativa de criar um mega-empresário “biônico”, artificial, com financiamento e público e muito apoio estatal. Leia o texto e aprenda a diferenciar!

Não, a meritocracia não é um conceito segundo o qual um trabalhador qualquer (um pedreiro, por exemplo) poderá dar duro a vida inteira e um dia — ?tcharããããã!!!? — vai ficar rico de tanto trabalhar. Esse é um conceito de meritocracia cru e ingênuo que não corresponde ao mundo real.

Não, não é tão simples assim.

Mas então qual é a explicação correta?

Bom, para começar, apresento aqui um aspecto da realidade que representa, por assim dizer, o princípio do fim de qualquer conceito equivocado que você possa ter a respeito das relações trabalhistas e do seu valor enquanto funcionário da empresa onde trabalha: a força de trabalho de qualquer um de nós vale, no mercado de trabalho, por aquilo que somos capazes de criar em termos de riqueza ou valor.

Ou: sua força de trabalho é precificada pelo tanto de valor que você é capaz de gerar para quem o está contratando. Esse valor pode ser monetário e mensurável como o lucro, ou monetário mas de difícil avaliação como o valor de uma obra de arte ou artesanato, ou ainda um valor mais subjetivo e/ou emocional como aquele definido pelo contratante em função de sua satisfação pessoal com trabalho (como o caso da dona de casa que, de tão feliz com uma boa doméstica, resolve aumentar-lhe o salário), e daí por diante.

Note que isso é bem diferente do parvo conceito do valor-trabalho que leva ao de mais-valia, ambos considerados dogmas religiosos por 11 entre 10 marxistas.

Por exemplo, um designer de produto habilidoso e de muito bom gosto, ao trabalhar para uma empresa como, por exemplo, a Apple ou a Samsung, ajudará a criar produtos que renderão milhões de dólares para essa empresa. Esse designer então valerá muito para essa empresa pelo fato de gerar riqueza para ela. Por isso, o salário dele será alto.

Por outro lado, imagine um trabalhador braçal, como um faxineiro. O trabalho dele é um trabalho simples, comum, sem diferencial. Há muitos outros faxineiros como ele. O trabalho dele pode ser feito por qualquer outro desses faxineiros iguais a ele. Um dia — que não está longe — poderá ser feito até por um robô, que trabalhará sem receber um salário (ainda que ele tenha um custo de operação ou manutenção que, de qualquer forma, será mais baixo). Esse trabalhador, por mais que se dedique, por mais horas que trabalhe, não gera riqueza para a empresa, não gera valor. Ele apenas limpa as instalações. Na verdade, ele é muito mais uma fonte de despesa do que qualquer outra coisa.

Pergunto friamente, e espero que você responda friamente também: por que ele ganharia um alto salário para fazer algo que qualquer outro faxineiro como ele faria igual ou talvez até melhor?

Agora vamos imaginar que aquele designer tenha uma ideia brilhante de um novo produto, algo realmente revolucionário. Ele resolve lançar esse produto sozinho, não pela empresa para a qual trabalha. Imagine então que o lançamento dá certo, que o produto é bem aceito pelo mercado consumidor. O designer torna-se então um empresário, um empreendedor, o dono da fábrica do produto que ele criou. E então ele começa a produzir muitas unidades do seu produto, que começa a vender como água. Ele se torna rico, milionário, bilionário, vendendo o esse produto especial.

Seja sincero: você acha que esse designer não mereceu o sucesso que teve? Ele teve a ideia, ele concebeu o produto, ele decidiu investir nessa ideia sozinho, sem a empresa para a qual trabalhava antes. Ele colocou seu dinheiro em cima da ideia, assumiu os riscos, construiu a fábrica, contratou funcionários, deu empregos para muitas pessoas.

O sucesso dessa empreitada é um mérito dele. Ele fez por onde e mereceu chegar ao sucesso.

Voltemos ao faxineiro. Ele não está feliz com seu salário-mínimo. O que ele faz então? Decide ir à luta. Ele começa a estudar à noite. Sim, é pesado, eu sei, mas ele enfrenta o desafio. Ele faz o Ensino Médio e decide encarar uma faculdade. Ele percebe que é um cara com lábia, com papo. Então ele faz uma faculdade de direito. Anos depois ele se forma e vai trabalhar em um escritório de advocacia. Sim, ele teve que estudar muito durante anos, perdeu noites de sono, ficou finais de semana inteiros estudando. Mas finalmente conseguiu se formar com louvor. E com sua lábia, sua habilidade para falar e convencer as pessoas, e com a faculdade de direito, ele se torna um brilhante advogado, bem empregado e com um excelente salário.

O mérito desse sucesso é dele. Ele fez por onde e mereceu chegar ao sucesso.

Você, meu leitor, por favor responda: em sua escola ou faculdade os professores te dão notas sem que você estude? A faculdade vai te dar o diploma à toa, sem nenhum esforço ou estudo seu? Ou ainda: você ganha as coisas que você tem — celular, computador, carro, etc — de graça, de presente?

A menos que você ganhe tudo de alguém (como seus pais), todas as coisas que você tem devem ter sido conquistadas pelo seu esforço, pelo seu estudo, pelo seu trabalho, “com o suor do seu rosto”.

Ou seja, é tudo mérito seu. É a sua luta, são as suas conquistas. Você fez por onde e mereceu.

A meritocracia não é, então, uma ilusão idiota de que você pode ficar rico apenas por trabalhar a vida inteira, por exemplo, como faxineiro. Isso não é meritocracia, é complexo de Cinderela  (e acredite, não há nenhum príncipe encantado ansioso por se casar com você).

A meritocracia é, sim, o conceito de que uma pessoa merece ser remunerada de forma condizente com a quantidade de riqueza que ela efetivamente gera, seja para a organização para a qual trabalha ou para a sociedade, como um todo. Trata-se de premiar o melhor, o mais produtivo, não necessariamente aquele que mais trabalha.

O mérito vem, então, da riqueza gerada pelo trabalho e não do trabalho em si.

Agregando valor

O valor do seu trabalho é medido pela quantidade de riqueza que você é capaz de gerar.

Há várias formas de gerar riqueza. Por exemplo, vendendo um produto ou prestando um serviço (que trará lucro para você ou para a empresa que te contratou). Ou, quem sabe, você tenha uma ideia inovadora que dê início a uma empresa de sucesso (olhe o exemplo do Facebook que começou como uma brincadeira na faculdade). Ou ainda você pode estudar e se tornar um profissional de uma área cujos serviços sejam requisitados e bem remunerados. E daí por diante.

O faxineiro vai mudar de vida?

Quanto ao nosso faxineiro lá de cima, ele pode subir na vida, mas precisa ser mais do que um simples faxineiro, porque faxineiros são abundantes no mercado. É uma profissão simples, sem especialização alguma, que pode ser exercida por qualquer pessoa com um mínimo de preparo — e, portanto, o faxineiro é o que chamamos de mão-de-obra barata. Se ele quiser mudar essa realidade ele precisa, então, mudar de profissão e passar a fazer algo que tenha maior valor no mercado.

Ele precisa gerar valor, e não se faz isso sendo um faxineiro.

Sinto muito, mas este é mundo real. É assim que as coisas são.

A regra é simples: se você passar a vida inteira fazendo apenas feijão com arroz, vai passar a vida comendo apenas feijão com arroz. Se quiser comer algo diferente — lasanha, por exemplo — precisará aprender a fazer esse prato novo.

NÃO EXISTEM GARANTIAS

Nem sempre é tão simples assim.

Nem sempre é tão simples assim…

Não, o dinheiro não é garantia de coisa alguma. Há jovens idiotas, filhos de ricos, que apenas torram o dinheiro dos pais, não fazendo nada de útil com ele, às vezes até levando a família à ruína, destruindo sua fortuna. Não são poucos os casos de famílias cujo pai constrói fortuna e depois, quando morre, os filhos dividem o patrimônio entre si, brigando como animais selvagens, reduzindo tudo que seu pai construiu a nada. Você mesmo deve conhecer alguma história assim.

Por outro lado, há pobres que conseguem realizar seus sonhos sem ter dinheiro.

Ter dinheiro não é garantia de sucesso, assim como não ter dinheiro não é garantia de fracasso.

NADA é garantia de NADA. Como diz o ditado, a única coisa garantida na vida é a morte. Por mais que uma pessoa já nasça em berço de ouro, cheia de dinheiro, ainda assim precisará trabalhar para gerar mais dinheiro ou, pelo menos, manter o que tem. Senão ela irá perder, estragar, desperdiçar tudo.

Sim, É ÓBVIO que qualquer coisa é mais fácil para quem tem ajuda. Se eu ganhar uma bolsa de estudos do governo, É ÓBVIO que terei a chance de terminar os estudos mais fácil do que o coitado do faxineiro que tem que se virar sozinho. E se meu vizinho for cheio da grana e puder estudar nos melhores colégios, É ÓBVIO que ele terá todas as chances de se dar muito melhor do que eu.

Entretanto, se ele não quiser nada com nada, se ele não se esforçar, se ele não se dedicar a nada, ele não conseguirá nada… mesmo tendo tudo. Não adianta ter as ferramentas e não usá-las.

Desonestidade e exploração

“Carlos, você está dizendo que não há empresários gananciosos e exploradores?”

Sim, eles existem. E talvez um dia você trabalhe para um desses. Talvez já trabalhe para algum hoje. Mas aí eu vou te lembrar de duas coisas:

1) Você não é escravo dele. Você é livre para procurar outro emprego e dar um chute nesse FDP.

2) Você vai fazer alguma coisa da sua vida ou vai ficar aí choramingando e reclamando desse cara? Sai dessa, vá atrás de sua própria história. Se esse FDP quiser viver desse jeito, é problema dele, mas você é LIVRE para ir atrás de outras experiências.

DESAMARRE-SE de pessoas e coisas que não valem seu tempo.

E o fracasso dos “vagabundos”?

A meritocracia e as crianças pobres

Errado. Esse é um conceito raso, estúpido e descolado da realidade. Leia o texto!

“Mas Carlos, e as crianças pobres, que não tiveram estudo, onde elas entram nisso? E o pedinte sentado na calçada?”

Se você chegou até aqui, já viu que a Meritocracia não se propõe a ser a panacéia que curará os males do mundo e nem é garantia de coisa alguma. Ela não é, tampouco, culpada pela pobreza ou pelas mazelas do mundo, já que a pobreza é o estado natural do ser humano (em resumo resumidíssimo, se você não quiser ler o link: a pobreza é a ausência da geração de valor, ela domina os ambientes onde não há geração de riqueza).

Mas então como a Meritocracia pode conviver com esse tipo de situação?

Nesse caso, o ideal é que a sociedade providencie o auxílio para quem não teve oportunidade de desenvolver potencialidades para a geração de valor. No caso das crianças carentes, por exemplo, uma ajuda que permita que elas sejam reinseridas na sociedade e, ao mesmo tempo, que desperte nelas um espírito empreendedor e a consciência da importância de se gerar valor através do trabalho.

Esse auxílio aos mais carentes é algo que não precisa ser feito necessariamente (ou pelo menos não totalmente) através de políticas estatais. É possível, por exemplo, usar ações altruístas (caridade) para que uma comunidade resolva internamente seus problemas com seus membros mais carentes (mais ou menos como o voto distrital ajuda a aproximar a população dos seus representantes políticos… mas Ok, isso é outro papo, desculpem pela viagem). Ou pode-se fornecer educação através de um sistema de vouchers educacionais (um tipo de “vale” fornecido pelo Estado), que é mais eficiente do que toda uma estrutura educacional montada pelo Estado, com a inevitável ineficiência que acaba vindo junto no pacote. Ou, ainda, pode-se apelar para uma solução mista, na qual a comunidade forneça os recursos para sua camada mais carente através de ações solidárias enquanto o Estado, por sua vez, forneceria incentivos fiscais para os envolvidos nessas ações.

O importante é que toda política ou ação social deve ter um objetivo final, sendo aplicada em um contexto com princípio, meio e fim, e deve cobrar uma contrapartida. Ou: não deve ser simplesmente uma distribuição de bolsas. O beneficiário deve ser acompanhado e resultados devem ser cobrados dele, a fim de que o programa atinja seus objetivos.

Uma invenção capitalista

Já ouvi (e li) a ideia absurda de que a meritocracia é um conceito que teria sido criado para que os pobres continuassem batalhando, acreditando numa falsa esperança de sucesso, enquanto os ricos mantém sua posição. É uma noção que embasa-se historicamente no comportamento de nobres de tempos antigos, que sentiam deprezo pelos plebeus (as pessoas do povo) e viam-se como seres superiores com direito divino à riqueza e ao poder, e cristalizou-se no imaginário popular por causa do comportamento caricato de algumas ricas celebridades, socialites e empresários que parecem manter o mesmo desprezo pelos pobres.

Entretanto, ainda que essas pessoas tivessem (ou tenham) esse desprezo pelos pobres, a ideia de que eles querem que todo pobre continue sendo pobre para ficar longe deles é tão patética, tão estúpida, tão sem sentido, que é aterrador ver que ainda há quem acredite nisso.

Os ricos empresários são ricos por venderem alguma coisa (um produto ou serviço). Veja o exemplo da Amazon, que vende o Kindle. Se todo mundo for pobre, a Amazon venderá livros e Kindles para quem? É de uma estupidez atroz pensar que os ricos querem que todo mundo seja pobre. Se todo mundo for pobre, ninguém vai comprar o que eles vendem. E aí como eles continuarão sendo ricos?

Os empresários malignos

Você já deve ter assistido um filme chamado Elysium. Nele, uma elite vive em uma base orbital onde há máquinas capazes de curar qualquer doença, mas há um porém: apenas os mega-ricos podem usar tais máquinas.

Empresários malignos...

Empresários malignos… ?

Agora pense como empresário: se você tivesse essa tecnologia em suas mãos, você a usaria exclusivamente para tratar ricaços e ficaria vendo o resto do povo morrer, dando gargalhadas malignas de satisfação com isso entre uma e outra taça de champanhe? Ou você iria buscar formas de massificar essa tecnologia para deixá-la ao alcance de bilhões e bilhões de pessoas, podendo lucrar muitos bilhões com isso?

Você ainda acredita no conto do empresário diabólico que se diverte vendo o povo pobre à míngua? Ou vai acordar para a realidade do empresário que deseja lucro?

Sou mais o socialismo e a igualdade!

Existe o que parece ser uma lenda urbana a respeito de um experimento que um professor teria feito com a “socialização das notas”. Ao invés de dar a cada um a nota devida, realmente tirada na prova, ele passou a dar a todos a média das notas tiradas pelos alunos da classe. Aos poucos, os alunos mais estudiosos pararam de estudar, já que não iriam mais receber as notas altas às quais faziam jus. Enquanto isso, os alunos menos estudiosos simplesmente perdiam o interesse já que a média geral, elevada graças aos alunos estudiosos, era maior do que as notas que eles costumavam tirar antes. E como ninguém mais queria se dedicar, com o tempo as notas da classe toda foram baixando, derrubando com elas a média geral.

Você pode conhecer essa história clicando aqui .

Não importa se essa história é uma lenda ou se é real, a lógica na qual ela se baseia e implacável: quando não se recompensa o potencial criativo e a produtividade, não há incentivos para que eles fluindo com todo o seu vigor. O resultado, no longo prazo, é a criação de uma sociedade preguiçosa, na qual ninguém fará mais do que sua obrigação, uma vez que todos são sempre igualmente recompensados, desde o melhor até aquele que produz pouco.

Acredite: no começo de um regime assim, muita gente continua se dedicando ao máximo “em nome da causa”, com o orgulho de quem pensa que esse sistema faz algo de bom pelo povo, pelo país. Com o tempo, na medida em que a ficha cai, todos percebem que não há sentido em dar tudo de si em uma sociedade na qual não há recompensa pelo esforço individual. Com isso, o fim certo e inevitável de todo sistema socialista é a igualdade sim: uma igualdade na miséria e uma Economia, no mínimo, estagnada.

Ó, mundo cruel!

Se você continuar acreditando em um determinismo fatalista, você não chegará a lugar algum em sua vida. Você passará sua vida reclamando e protestando sobre como o mundo é injusto, sobre como você teve/tem poucas chances de sucesso, enquanto os ricos tem tudo nas mãos, desperdiçando assim sua energia e seu tempo ao invés de investir tais recursos tentando dar a volta por cima.

Seus pais deveriam ter ensinado isso para você...

Seus pais deveriam ter ensinado isso para você…

NÃO, O MUNDO NÃO É JUSTO. Acostume-se com isso porque não importa o quanto você se revoltar e choramingar, ELE NÃO VAI MUDAR. Aliás, essa é uma lição que seus pais deveriam ter ensinado a você.

NÃO, você não é obrigado a morrer pobre só porque nasceu pobre.

NÃO, o fulano que nasceu rico não será, necessariamente, mais bem sucedido que você. O futuro de vocês depende dos seus esforços.

NÃO, você não é escravo e não precisa ficar amarrado a um patrão explorador.

NÃO, nada está determinado. O futuro está em movimento.

NÃO, não existe e nem JAMAIS existirá “igualdade de oportunidades”.

Se você está lendo meu texto, você deve ter um acesso razoável a recursos de informação. Você tem uma das mais valiosas ferramentas nas mãos: a Internet é uma fonte excepcional de informação. Quer aprender outra língua? Conheça o Duolingo, uma forma de se iniciar em vários idiomas, de graça. Você também deve ter acesso a bibliotecas, escolas públicas, pessoas inteligentes.

Corra atrás. Peça ajuda. LUTE.

Agora, se você prefere ficar aí apenas reclamando do “rico cada vez mais rico”, revoltado com os 1% mais ricos que o resto do mundo, se mordendo de inveja dos milionários, achando que eles precisam dar o dinheiro deles para você, achando que você tem algum tipo de “direito natural” a comer foie gras enquanto degusta um Henri Jayer refestelado à beira da piscina, então desculpe dizer, mas você tem um problema sério: nunca chegará a lugar algum na vida.

E aí, sinto muito por você.

Ou não.

Em tempo: alguns teóricos não gostam do termo “meritocracia” por causa da interpretação purista do termo (aquela baseada no valor-trabalho, como explicado no começo deste artigo) e, por conta disso, não o usam ou evitam-no. É o caso dos liberais do Instituto Mises, por exemplo. No entanto, apesar do fato de não usarem a palavra, concordamos em todo o restante dos conceitos, ideias e fatos aqui apresentados.

Há outros aspectos interessantes relacionados a esse assunto. Se você tiver interesse nele, eu sugiro que você leia este texto sobre a meritocracia e a economia de compadrio estatal e, ainda, este outro texto sobre a riqueza e a desigualdade.

Sugestões de Livros

Ação Humana – Um Tratado de Economia (Ludwig von Mises)
 eBook / Papel

A Teoria da Exploração do Socialismo-Comunismo (Eugene von Böhm-Bawerk)
 eBook / Papel

A Ética da Redistribuição (Bertrand De Jouvenel)
 eBook / Papel

A Mentalidade Anticapitalista (Ludwig Von Mises)
 eBook / Papel

Geração de Valor. Compartilhando Inspiração (Flávio Augusto da Silva)
 eBook / Papel

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Carlos Mendes "Martini"

Carlos Mendes "Martini" é Gestor da Tecnologia da Informação pelo Centro Universitário Newton Paiva e trabalha com consultoria e serviços de Tecnologia para empresas, em especial nas áreas de comércio eletrônico, construção civil e varejo de materiais de construção.
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